Texto
baseado em:
Andrade,
S. C. de, & Santos, M. de F. L. (2020). O design
instrucional e o design educacional sob a ótica de uma educação progressista.
Ensino em Foco, 3(8), 64-75.
Neste artigo são discutidas as semelhanças e
diferenças entre o design instrucional e o design educacional, destacando as suas
abordagens na educação, tendo em vista a formação de alunos críticos e
reflexivos. Ambos os conceitos têm como pressuposto o uso de tecnologias
digitais na educação, mas a sua ênfase e métodos são distintos.
O design instrucional centra-se mais na prática
pedagógica, procurando desenvolver materiais e recursos que possibilitem uma
aprendizagem eficiente usando as estratégias pedagógicas adequadas aos
objetivos a atingir. As tecnologias digitais são fundamentais nesse processo, potencializando
a eficácia do design instrucional e permitindo a criação de ambientes de
aprendizagem atraentes e interativos.
Por outro lado, o design educacional tem uma
vertente mais ampla que pode alargar-se às políticas educativas de toda uma
instituição educativa, com vista à formação de alunos críticos e consciente,
capazes de compreender e transformar o mundo em que vivem e aprendem.
A visão progressista da educação defendida neste artigo
põe a tónica na formação de indivíduos capazes de compreender o contexto
social, político e económico em que estão inseridos e tanto o design
instrucional quanto o design educacional podem ser orientados por essa conceção
pedagógica e se, utilizados para impulsionar a formação de alunos conscientes e
críticos.
No contexto do eLearning, o design instrucional
ganhou relevância no desenvolvimento de materiais e recursos para a aprendizagem,
com foco na interação do aluno com o conteúdo e no feedback constante. A
tecnologia é utilizada com o objetivo de proporcionar aos alunos um ensino
online dinâmico e interativo.
Embora no artigo não se aborde a relação do
design educacional com a pedagogia do eLearning, é possível inferir que a sua utilização
possa também ser considerada importante neste contexto, ao garantir a adaptação
das plataformas virtuais e dos ambientes virtuais de aprendizagem às diferentes
realidades educacionais e contextos educativos.
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