sexta-feira, 7 de julho de 2023

Projeto FAVILLE - Faville App

 

 

No site do projeto (http://faville-project.eu/results.html) podemos aceder a todos os recursos produzidos:



Destaco aqui a Faville App, uma aplicação web com ferramentas e técnicas para facilitação de aprendizagem em ambientes online, que dispõe de recursos em vários idiomas.



Apesar da totalidade dos recursos já produzidos estar apenas disponível em inglês, é possível aceder a um leque considerável de materiais de facilitação em língua portuguesa, que podem ser filtrados segundo diversos critérios, sendo possível escolher as competências que pretendemos privilegiar.



 

 

FAVILLE - Facilitators of virtual learning

 


 

 

O projeto "Facilitators of Virtual Learning" é uma iniciativa desenvolvida no âmbito do programa Erasmus+ da União Europeia, cujo objetivo é melhorar as competências dos facilitadores de aprendizagem em ambientes virtuais.





Sendo amplamente reconhecido que a educação online é cada vez mais comum e importante nos dias de hoje, torna-se essencial capacitar os facilitadores para que estes possam proporcionar experiências de aprendizagem eficazes e envolventes. Para tal é necessário que estes dominem as ferramentas, conhecimentos e técnicas para promover (facilitar) a aprendizagem online de forma eficiente.

No âmbito deste projeto foram produzidos recursos diversos, incluindo cursos de capacitação direcionados para os facilitadores, e materiais para utilização neste contexto de aprendizagem, disponibilizados através de uma página e aplicação web, disponível (em português) em https://favilleapp.ht-apps.eu/pt-pt/. Estes recursos diversificados contemplam estratégias de ensino online, métodos e técnicas de motivação dos alunos, uso de tecnologias e estratégias para a avaliação em eLearning.

Num sentido mais lato, o projeto "Facilitators of Virtual Learning" visa constituir-se como um sistema de suporte e de capacitação aos facilitadores de aprendizagem em ambientes virtuais, permitindo-lhes adquirir ou aprofundar as capacidades e conhecimentos necessários para criar e orientar os estudantes, proporcionando experiências de aprendizagem online de qualidade, inovadoras, acessíveis e inclusivas, em contexto digital.

A study on the effective online teaching model using the analysis of teacher's behavior - Bibliografia anotada

 


 

Lee, S. (2020). A study on the effective online teaching model using the analysis of teacher's behavior. Journal of the Korea Society of Computer and Information, 25(6), 95-101.

https://doi.org/10.9708/jksci.2020.25.06.095

 

Neste estudo, o autor parte da análise dos comportamentos dos professores online para contruir um novo modelo de ensino online eficaz. O trabalho foi feito a partir da recolha de dados de cinco professores online com experiência no ensino (de várias disciplinas) e analisou-os utilizando a "Teaching Behavior Analysis Tool" (TBAT).

Com este estudo, Lee concluiu que um ensino online, para ser eficaz, requer não só conhecimentos específicos da disciplina (científicos e didáticos), mas também várias outras competências transversais como interação com os alunos a distância, o feedback adequado e a gestão do tempo. Para que tal suceda, não basta a iniciativa e o empenho dos professores online em devem melhorar as suas competências de ensino, tendo que haver por parte das instituições educativas disponibilidade e interesse em prestar apoio e formação aos professores online.

O Papel do E-formador na Educação Online - Bibliografia anotada

 


 

Barros, D., Morgado, L., & Guerreiro, A. (2007). O Papel do E-formador na Educação Online. In T. Bastiaens & S. Carliner (Eds.), Proceedings of World Conference on E-Learning in Corporate, Government, Healthcare, and Higher Education 2007 (pp. 2589-2596).

https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6412/3/Cap%C3%ADtulo%204-%20O%20Papel%20do%20e-formador.pdf

 

Este capítulo de livro centra-se no papel do professor online, aqui referido como e-formador, que passa a ter outras responsabilidades e competências que vão para além das pedagógicas e didáticas. Os autores discutem acerca dos desafios enfrentados pelos professores online, com especial destaque para a promoção do envolvimento dos alunos nas tarefas de aprendizagem, a criação e manutenção da colaboração entre alunos e da interação professor – aluno, a questão da motivação por parte do professor aos alunos, a gestão dos debates online em fóruns de discussão, e a elaboração e fornecimento de feedback oportuno e eficaz.  Por fim, para além das considerações mais teóricas, o artigo proporciona ainda algumas recomendações práticas para os e-formadores melhorarem as suas práticas de ensino em ambientes online.

O papel do professor online num ambiente de educação a distância - Bibliografia anotada

 


 

Silva, A., & Alves, P. (2009). O papel do professor online num ambiente de educação a distância. In M. F. Vieira & J. Coutinho (Eds.), Multimédia Educativo e Hipermédia Anual (pp. 251-264). Universidade do Minho.

 

Neste artigo os autores refletem sobre as capacidades exigidas aos professores num ambiente de educação a distância, nomeadamente no ensono online. É feita uma análise das transformações e mudanças do papel dos professores no contexto do ensino e da aprendizagem online, salientando-se a necessidade de desenvolvimento de novas aptidões e competências técnicas, tecnológicas, pedagógicas e didáticas por parte dos docentes. O professor online deve ser capaz de refletir sobre as suas práticas e conceções e ser capaz de as reorientar tirando partido do enriquecimento com o digital. Passa assim a ser visto como mais um recurso que os alunos têm à sua disposição para poderem aprender, sendo responsável pela conceção pedagógica de cursos e materiais, pela facilitação de atividades de aprendizagem, pela interação com os alunos e promoção da interação dos alunos uns com os outros, e pela avaliação dos estudantes. De toda a análise que é feita, destacam-se os seguintes desafios principais: promover o envolvimento dos alunos nas atividades, fornecer feedback oportuno e eficaz e promover um sentido de comunidade nas plataformas e ambientes virtuais de aprendizagem utilizados.

Este documento é relevante para o nosso estudo na medida em que incide sobre as responsabilidades específicas dos docentes online e os desafios relacionados com a facilitação, a conceção pedagógica, os métodos de ensino interativos e a utilização da tecnologia para envolver e apoiar os alunos em ambientes online.

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Teaching in an Online Learning Context - Bibliografia comentada

 


 

Anderson, Terry (2008). Teaching in an Online Learning Context. In Anderson, Terry (Ed), Theory and Practice of Online Learning. Athabasca University: Au Press (2ª Edição).

 

Este capítulo da obra Theory and Practice of Online Learning tem uma importância fundamental para a compreensão da importância do papel desempenhado pelos professores online e dos desafios que estes enfrentam num panorama que estão em permanente mudança e atualização.

Ao delinear os três principais componentes da presença do professor online e disponibilizar um modelo teórico abrangente e alargado, o autor (Terry Anderson) fornece orientações para implementar condições para um ensino online eficaz.

O reconhecimento da natureza dinâmica da aprendizagem online e da rápida evolução das tecnologias baseadas na Web, instiga a necessidade de os professores online serem agentes de adaptação capazes de se adaptarem e abraçarem novas oportunidades e desafios

Além disso, o autor destaca que, apesar dos avanços tecnológicos, as características fundamentais do ensino e da aprendizagem continuam a ser cruciais, e a pedagogia continua a prevalecer sobre a técnica e os instrumentos. A discussão sobre a importância da presença do professor enquanto agente facilitador, tanto em ambientes de sala de aula online como tradicionais, reforça a importância de ancorar as nossas práticas de ensino em conhecimentos pedagógicos robustos, para que estas possam ser eficazes em vários ambientes de aprendizagem.

Este capítulo, em particular, fornece pistas sobre a maximização da eficácia do ensino na aprendizagem online, ao mesmo tempo que reconhece a evolução contínua da tecnologia e alerta para a necessidade de se fazerem as necessárias ancoragens pedagógicas neste domínio.

Tutoria com agentes inteligentes na educação online - Bibliografia comentada

 


 

Guerreiro, A.; Barros, D.M. V., Morgado, L.  (2019). Tutoria com agentes inteligentes na educação online. "Revista Teias” Vol. 20, nº especial, p. 184-198.

https://doi.org/10.12957/teias.2019.43038

 

Este artigo procura caracterizar o papel e as funções do professor online através da análise dos resultados de um questionário. Os autores investigaram as perceções e práticas dos professores online, centrando-se nas suas estratégias de ensino, nas formas e meios de interação com os alunos, nos métodos e estratégias de avaliação e no contributo geral na criação do ambiente de aprendizagem online. O questionário foi aplicado a uma amostra de professores online e os dados recolhidos foram analisados para obter uma visão dos aspetos multifacetados do papel que o professor online tem de desempenhar.

Este documento é muito interessante na medida em que fornece pistas interessantes sobre a autoperceção que os professores têm do seu trabalho, das nuances que o separam do trabalho do professor que não tem presença online e das suas perspetivas, bem como das práticas destes professores em diferentes contextos de aprendizagem.

Ao analisar os resultados do questionário, os autores reúnem informações sobre a diversidade de estratégias de ensino e as modalidades de interação professor-aluno utilizadas pelos professores online, bem como as possíveis abordagens à avaliação. Desta forma, os resultados do estudo permitem não só uma melhor compreensão da natureza multifacetada do papel do professor online, mas também contribuem com informações relevantes acerca do desenvolvimento de práticas de ensino online mais eficazes. Assim, este artigo reveste-se de particular importância e interesse para os investigadores na área do eLearning, bem como para os profissionais de educação interessados em melhorar as suas aptidões enquanto professores online e, consequentemente, melhorar a qualidade do ensino online.

O papel do professor em contextos de ensino "online” - Bibliografia comentada

 


 

Morgado, L. (2001). O papel do professor em contextos de ensino "online”: problemas e virtualidades". Discursos: perspetivas em educação, nº especial, p. 125-138

http://hdl.handle.net/10400.2/1743

 

Neste artigo a Professora Lina Morgado explora o papel do professor em contextos de ensino online, nas suas diferentes nuances, vantagens e constrangimentos, e propõe um modelo pedagógico para um ensino online eficaz. A autora discute as características únicas e os desafios do ensino online, salientando a importância da conceção pedagógica, da comunicação, da presença e do feedback. No modelo que propõe, a Professora Lina Morgado apresenta uma estrutura que engloba a dimensão mais técnica e a dimensão pedagógica do ensino online, fornecendo orientações para os professores que desempenham ou pretendem desempenhar estas funções em contextos online, em termos de planeamento, interação com os alunos, avaliação das aprendizagens e apoio.

Para além de abordar os principais desafios que o ensino online traz aos professores, este artigo reúne uma diversidade de informações valiosas e orientações práticas para os educadores e formadores online. Salienta-se a importância das considerações pedagógicas, das estratégias de comunicação que podem ser utilizadas e da importância da presença ativa do professor online para haver a garantia de uma experiência de aprendizagem online bem-sucedida. Este artigo constitui assim um recurso interessante quer para professores e educadores, como para designers instrucionais envolvidos na criação de recursos e ambientes de aprendizagem para apoiar o ensino online, para além de inspirar investigadores na área do eLearning no estudo e desenvolvimento de práticas de ensino online eficazes, e na construção de modelos pedagógicos virtuais.

Dimensão Professor (humano e não-humano) no contexto de Ensino a Distância

 


 

Depois de termos aprendido e refletido sobre a aprendizagem individual e colaborativa/cooperativa em contexto de eLearning, e a importância dos Personal Learning Environments para o sucesso dos estudantes, iremos abordar questões relacionadas com a eficácia do ensino online e a importância do papel do professor/tutor como facilitador nesse contexto virtual.

Neste contexto de ensino a distância, vamos considerar aspetos da ação tanto do professor humano como do não humano, focando questões relacionadas com os ChatBots, Robots e outras possibilidades deixadas em aberto pela utilização da Inteligência Artificial na educação. É importante que consigamos perspetivar o impacto destas tecnologias emergentes, quer do ponto de vista da sua influência na forma como os alunos aprendem, como do ponto de vista do suporte que estas podem fornecer ao professor humano, ajudando-o a desenvolver as tarefas inerentes ao seu papel.

O meu PLE

 

Na sequência do post anterior e depois de refletir acerca do conceito de PLE e quais são as componentes do meu próprio ambiente pessoal de aprendizagem, e de como ele tem evoluído numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, chegou a altura de apresentar uma sua representação visual com uma descrição comentada.

A minha dificuldade começou imediatamente na representação visual, pois segundo Cenka et al (2022), os PLE compreendem 4 dimensões: a pessoal, a tecnológica, a organizacional e a social, das quais apenas consigo representar visualmente a tecnológica, que incorpora as ferramentas digitais que utilizo numa base diária.

Assim, optei por construir a representação visual que apresento de seguida, e descrever de que forma estas ferramentas digitais constituem a minha referência e, como refere Adell (2010), me permitem estabelecer as conexões com as fontes de informação e pessoas que fazem parte deste ambiente onde aprendo e construo conhecimento.

 




Começando por refletir sobre a minha forma de aprender, estabeleci as seis categorias de ação nas quais subdividi a representação gráfica, embora tenha depois chegado à conclusão que estas categorias não só não são estanques como, por vezes, a linha que as separa é muito ténue, tal a força com que estão interligadas.

Ainda assim, consegui distinguir que, no meu processo de aprendizagem estão envolvidos processos e pesquisa e obtenção de informação e conteúdos (Pesquisar); uma componente de trabalho colaborativo na qual aprendo em interação com os meus pares, mas também com os professores e, na minha prática diária, com os meus alunos (Colaborar); a dimensão da produção de algo que representa a minha aprendizagem, seja em forma de reflexão ou de um recurso ou artefacto produzida durante o processo (Criar) e que culmina com a sua divulgação, preferencialmente através da internet (Publicar). Há ainda que destacar a permanente troca de informações e aprendizagem que acontece dentro da minha rede de contactos (Comunicar) e a forma de gestão de todos os processos envolvidos na aprendizagem (Organizar).

Relativamente ao Pesquisar, o meu ambiente engloba motores de busca que me permitem aceder rápida e facilmente a recursos sobre qualquer assunto sobre o qual tenha interesse, importando depois refinar a pesquisa e bibliotecas de partilha de conhecimento digital como a wikipedia. No âmbito mais académico tenho por hábito utilizar bibliotecas digitais (por exemplo: Scileo ou Google Scholar) e repositórios institucionais como o RCCAP, através dos quais acedo a publicações académicas de acesso aberto. Como fonte de recursos audiovisuais é frequente recorrer ao YouTube, principalmente para entrevistas, tutoriais de ferramentas digitais, documentários.

Para colaborar utilizo preferencialmente o Microsoft Teams (ferramenta contratualizada pelo Agrupamento de Escolas em que trabalho), o OneDrive da conta de estudante da Universidade Aberta no trabalho com os meus colegas de curso e a Drive da Google associada ao meu endereço de e-mail pessoal para os outros contactos fora destas duas redes que acabei de referir. Importa referir que sendo todo o nosso trabalho no âmbito do mPeL realizado em ambiente Moodle, através da PlataformAberta, este faz também parte das ferramentas de colaboração que mais utilizo. Optei, no entanto, por o incluir no domínio da comunicação pois é a forma como comunicamos entre colegas, mas também com os professores, e considerei que é sempre veículo de comunicação, independentemente de ser usado com fins colaborativos ou não.

Para a criação de recursos utilizo uma multiplicidade de ferramentas, consoante os objetivos do trabalho a realizar e o tipo de recurso pretendido. Inclui a título de exemplo algumas ferramentas incluídas no Office 365 (por usar ferramentas Microsoft tanto em ambiente de escola como no mPeL) como o Word, o Excel e o PowerPoint, e também a ferramenta de apresentação Prezi e, por exemplo para a criação de mapas conceptuais, o Canva. São apenas alguns exemplos de entre muitas que poderia ter escolhido.

No âmbito da publicação (online) dos produtos da minha aprendizagem tenho usado frequentemente o issuu e o Blogger (no qual criei o blogue de curso, que serve de instrumento de registo e reflexão acerca desta minha jornada de aprendizagem).

Como ferramentas de comunicação optei por apresentar apenas as de caráter mais formal, como sejam o Gmail (e-mail pessoal), Outlook (conta de estudante da Universidade Aberta e conta profissional de docente) e o Moodle, como já referido. Acrescem a estas o WhatsApp, para comunicação com colegas de trabalho, de curso e todas as outras que constituem a minha rede de contactos.

Em termos de gestão da aprendizagem e organização pessoal e profissional recorro às ferramentas da Google e da Microsoft associadas às contas (pessoal, profissional e escolar) já mencionadas e, muito frequentemente, ao OneNote, que me permite construir portefólios onde agrego os assuntos que me interessam, para além de permitir o trabalho colaborativo.

Uma vez que o meu PLE pretende ser representativo da minha maneira de aprender, como refere Adell (2012), é obrigatório referir que a internet está omnipresente em todas as suas dimensões pois é ela que permite não só o acesso às ferramentas utilizadas, mas também é a forma mais rápida e eficaz de aceder a fontes de informação e facilita o contacto e a comunicação com as pessoas que fazem parte da minha rede de contactos pessoais e profissionais, com as quais aprendo formal ou informalmente.

 

 

Referências:

Adell, Jordi (2010). Jordi’s Personal Learning Environment [Vídeo no Youtube]. Entrevista. Disponível em PLE by Jordi Adell

Downes, Stephen (16-10-2005). e-Learning 2.0. eLearn Magazinehttp://www.readability.com/articles/ienxzeck

Mota, José (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. Educação, Formação & Tecnologias, vol.2 (2); pp. 5-21, Novembro de 2009. http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/105/66

Peña-López, Ismael (2010) “Mapping the PLE-sphere”. ICTlogy, #82, July 2010. http://ictlogy.net/review/?p=3437

 Cenka et al (2022). Personal learning environment toward lifelong learning: anontology-driven conceptual model, Interative Leraning Environments. https://doi.org/10.1080/10494820.2022.2039947

 Wilson, S., Liber, O., Johnson, M., Beauvoir, P., Sharples, P., & Milligan, C. (2009). Personal Learning Environments: Challenging the dominant design of educational systems. Journal of E-Learning and Knowledge Society3(2). https://doi.org/10.20368/1971-8829/247

Attwell, Graham. (2021). Personal Learning Environments: looking back and looking forward. https://doi.org/10.13140/RG.2.2.18802.63684

quarta-feira, 5 de julho de 2023

Personal Learning Environments: looking back and looking forward – Bibliografia Anotada

 


 

Attwell, Graham. (2021). Personal Learning Environments: looking back and looking forward. https://doi.org/10.13140/RG.2.2.18802.63684

 

Este artigo contextualiza o passado e o presente dos Personal Learning Environments (PLE), refletindo sobre a sua evolução e a forma como falhou a sua adoção de forma generalizada, e perspetivando o seu futuro.

 

Começa por contextualizar o modo como os PLE surgiram como resposta às limitações dos Learning Management Systems (LMS) tradicionais, definindo-os como um conjunto de recursos e ferramentas digitais que os estudantes podem utilizar para gerir as suas aprendizagens formais e informais. O autor defende que os PLE podem ajudar a promover nos estudantes o desenvolvimento de competências como a autonomia, a capacidade de colaboração e, num sentido mais lato, a literacia digital, mas aponta também os desafios associados, nomeadamente as questões relacionadas com a segurança online e a proteção de dados e as dificuldades de integração entre os PLE e os mecanismos e procedimentos de educação formal. Por fim, são apontados possíveis rumos para os PLE, integrando soluções de inteligência artificial e realidade virtual e aumentada.

 

De um modo geral, o artigo apresenta uma visão contextualizada e abrangente dos PLE e da sua evolução, alertando para os seus constrangimentos, mas também para as suas potencialidades no futuro da educação.

Personal Learning Environments: Challenging the dominant design of educational systems – Bibliografia Anotada

 


 

Wilson, S., Liber, O., Johnson, M., Beauvoir, P., Sharples, P., & Milligan, C. (2009). Personal Learning Environments: Challenging the dominant design of educational systems. Journal of E-Learning and Knowledge Society, 3(2). https://doi.org/10.20368/1971-8829/247

 

Este artigo aborda o conceito de Personal Learning Environments (PLE) e a sua importância no sentido em que estes se apresentam como alternativa ao formato ainda predominante dos sistemas educativos tradicionais, que se encontram desajustados da realidade atual do acesso e utilização da rede.

 

Os autores definem os PLE como sendo o conjunto de ferramentas, serviços e recursos passíveis de ser utilizados pelo estudante para documentar e apoiar a sua aprendizagem formal e informal, podendo incluir plataformas de aprendizagem online, mas também blogues, wikis e uma multiplicidade de ferramentas digitais. Estes permitem uma abordagem mais flexível e orientada para o estudante e pelo estudante, que passa a assumir o controlo da sua aprendizagem e a poder conciliar as suas preferências com os seus objetivos, ao mesmo tempo que desenvolve a autonomia. Ao contrário das abordagens que se baseiam numa conceção universal e uniformizadora do ensino e da aprendizagem, os PLE permitem aos estudantes personalizar as suas experiências de aprendizagem, integrando-as com os seus interesses pessoais e enriquecendo-as através da interação com a sua rede de contactos, o que pode proporcionar maior motivação e envolvimento.

 

Em suma, este artigo estabelece a comparação entre os VLE (também conhecidos como LMS – Learning Management Systems) e os PLE, realçando a mudança que os segundos representam na forma de conceber os sistemas educativos, bem como o poder e o potencial que têm de transformar o modo como encaramos o ensino e a aprendizagem. Realça as diferenças conceptuais entre os dois sistemas e contextualiza e explica por que razão os PLE são se coadunam com a aprendizagem ao longo da vida numa perspetiva de fusão das aprendizagens formais e informais.

Ambientes Pessoais de Aprendizagem

 


 

Após a análise dos recursos referidos nos posts anteriores e já com alguns conhecimentos sobre o assunto, iniciei uma pesquisa informada de outros que me permitissem complementar o estudo desta temática. Desses, selecionei os dois artigos que apresento de seguida na forma de bibliografia anotada, um de 2009 e outro mais recente, de 2021, que permitem contextualizar os PLE e a sua evolução, bem como perspetivar a sua importância no futuro da aprendizagem, sobretudo em EaD.

 

O próximo passo no estudo dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem será refletir sobre a minha própria experiência de aprendizagem ao longo da vida e, em particular, enquanto estudante do mPeL, e apresentar uma representação visual do meu PLE.

Personal Learning Environments e Aprendizagem ao Longo da Vida

 


Cenka et al (2022). Personal learning environment toward lifelong learning: anontology-driven conceptual model, Interative Learning Environments.

 

https://doi.org/10.1080/10494820.2022.2039947

 

Este estudo propõe um modelo conceptual para os PLE que compreende quatro dimensões: a pessoal, a tecnológica, a organizacional e a social, nas perspetivas quer do ensino (professor) quer da aprendizagem (estudante), e que pressupõe a utilização de ferramentas digitais para procurar, registar e discutir acerca da informação e comunicação de ideias e conhecimentos.

Ambientes Virtuais de Aprendizagem e Personal Learning Environments

 


Peña-López, Ismael (2010). Mapping the PLE-sphere. ICTlogy, #82, July 2010.

 

http://ictlogy.net/review/?p=3437

 

Procura mapear os conceitos e abordagens em termos de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (VLE), focando a dimensão das instituições (LMS - Learning Management Systems), a do estudante (PLE Personal Learning Environment) e  as conexões que podem estabelecer-se entre ambas, dando origem a Institutional Personal Learning Environment (iPLE) ou a Hybrid Institutional Personal Learning Environment (HIPLE) - cuja definição e integração são apresentadas no artigo.

terça-feira, 4 de julho de 2023

Conceito de Personal Learning Environments

 


 

Mota, José (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. Educação, Formação & Tecnologias, vol.2 (2); pp. 5-21, Novembro de 2009.

 

 http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/105/66

 

Procura contribuir para uma definição do conceito de Personal Learning Environment a partir das abordagens de diferentes autores relativamente às suas caraterísticas e finalidades, e a forma como se relaciona com os ambientes virtuais de aprendizagem institucionais (VLE). Termina com exemplos de operacionalização de um PLE.

eLearning – aprendizagem partilhada

 


 

Downes, Stephen (16-10-2005). e-Learning 2.0. eLearn Magazine.

 

http://www.readability.com/articles/ienxzeck

 

Retrata a forma como o eLearning passou de uma modalidade de ensino relativamente à qual havia algumas desconfianças relativamente à sua eficácia para a situação atual, em que se encontra amplamente divulgado e em permanente evolução, a par da da web. Neste contexto, destaca a importância das comunidades de práticas, da construção de conhecimento na interação com os outros, e da comunicação e partilha.

Personal Learning Environments

 


 

Adell, Jordi (2010). Jordi’s Personal Learning Environment [Vídeo no Youtube]. Entrevista. Disponível em PLE by Jordi Adell

 

Nesta entrevista Jordi Adell descreve o que é um Personal Learning Environment, a partir dos seus pressupostos teóricos e descrevendo as suas componentes, salientando a perspetiva da sua utilização sob a ótica do estudante e da sua relevância para a aprendizagem. Os PLE não são nem aplicações nem software, são um conjunto de ferramentas, fontes de informação e pessoas, conectadas em rede, que constituem a referência para o estudante; e permitem que este estabeleça os seus próprios objetivos e ritmos de aprendizagem, construindo o seu conhecimento também com base na partilha com a sua rede de contactos.

Dimensão Estudante - Os Ambientes Pessoais de Aprendizagem

 


 

Neste tema fomos levados a investigar e refletir sobre a diversidade de ambientes de aprendizagem em eLearning e das potencialidades e constrangimentos que os ambientes pessoais de aprendizagem podem trazer para a eficácia da educação a distância.

 

Começamos por refletir sobre o papel dos Personal Learning Environments (PLE) na aprendizagem em rede, segundo a perspetiva do estudante.

 

Foram sugeridos alguns recursos, dos quais apresento, nos próximos posts, uma brevíssima resenha.

Processos Pedagógicos em eLearning - ePortefólio

 


 

Este blog foi criado no âmbito da Unidade Curricular Processos Pedagógicos em eLearning, do mPeL, pretendendo constituir-se como um portefólio do trabalho desenvolvido ao longo do semestre.

 

Abrangendo as temáticas relacionadas com o eLearning, a educação a distância, as tecnologias digitais, os ambientes virtuais de aprendizagem e as modalidades híbridas de ensino e aprendizagem, irei apresentar recursos bibliográficos comentados, reflexões e os trabalhos realizados nesta Unidade Curricular.

 

O portefólio abrange o trabalho desenvolvido aos longo das três temáticas: Dimensão Estudante - Os Ambientes Pessoais de Aprendizagem; Dimensão Professor (Humano e Virtual) e Desenho da Aprendizagem Online.

 

Espero que ao longo das publicações seja notória a minha aprendizagem e evolução ao longo desta jornada desafiante pela UC Processos Pedagógicos em eLearning.

Reflexão sobre o Processo de Aprendizagem em Processos Pedagógicos em eLearning

  Ao longo da unidade curricular "Processos Pedagógicos em eLearning", pude explorar uma variedade de tópicos e conceitos relacion...