Na sequência do post anterior e
depois de refletir acerca do conceito de PLE e quais são as componentes do meu
próprio ambiente pessoal de aprendizagem, e de como ele tem evoluído numa
perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, chegou a altura de apresentar uma
sua representação visual com uma descrição comentada.
A minha dificuldade começou
imediatamente na representação visual, pois segundo Cenka et al (2022), os PLE
compreendem 4 dimensões: a pessoal, a tecnológica, a organizacional e a social,
das quais apenas consigo representar visualmente a tecnológica, que incorpora
as ferramentas digitais que utilizo numa base diária.
Assim, optei por construir a
representação visual que apresento de seguida, e descrever de que forma estas
ferramentas digitais constituem a minha referência e, como refere Adell (2010),
me permitem estabelecer as conexões com as fontes de informação e pessoas que
fazem parte deste ambiente onde aprendo e construo conhecimento.
Começando por refletir sobre a
minha forma de aprender, estabeleci as seis categorias de ação nas quais
subdividi a representação gráfica, embora tenha depois chegado à conclusão que
estas categorias não só não são estanques como, por vezes, a linha que as
separa é muito ténue, tal a força com que estão interligadas.
Ainda assim, consegui distinguir
que, no meu processo de aprendizagem estão envolvidos processos e pesquisa e
obtenção de informação e conteúdos (Pesquisar); uma componente de trabalho
colaborativo na qual aprendo em interação com os meus pares, mas também com os
professores e, na minha prática diária, com os meus alunos (Colaborar); a
dimensão da produção de algo que representa a minha aprendizagem, seja em forma
de reflexão ou de um recurso ou artefacto produzida durante o processo (Criar)
e que culmina com a sua divulgação, preferencialmente através da internet
(Publicar). Há ainda que destacar a permanente troca de informações e
aprendizagem que acontece dentro da minha rede de contactos (Comunicar) e a
forma de gestão de todos os processos envolvidos na aprendizagem (Organizar).
Relativamente ao Pesquisar, o meu
ambiente engloba motores de busca que me permitem aceder rápida e facilmente a
recursos sobre qualquer assunto sobre o qual tenha interesse, importando depois
refinar a pesquisa e bibliotecas de partilha de conhecimento digital como a
wikipedia. No âmbito mais académico tenho por hábito utilizar bibliotecas digitais
(por exemplo: Scileo ou Google Scholar) e repositórios institucionais como o
RCCAP, através dos quais acedo a publicações académicas de acesso aberto. Como
fonte de recursos audiovisuais é frequente recorrer ao YouTube, principalmente
para entrevistas, tutoriais de ferramentas digitais, documentários.
Para colaborar utilizo
preferencialmente o Microsoft Teams (ferramenta contratualizada pelo
Agrupamento de Escolas em que trabalho), o OneDrive da conta de estudante da
Universidade Aberta no trabalho com os meus colegas de curso e a Drive da
Google associada ao meu endereço de e-mail pessoal para os outros contactos
fora destas duas redes que acabei de referir. Importa referir que sendo todo o
nosso trabalho no âmbito do mPeL realizado em ambiente Moodle, através da
PlataformAberta, este faz também parte das ferramentas de colaboração que mais
utilizo. Optei, no entanto, por o incluir no domínio da comunicação pois é a
forma como comunicamos entre colegas, mas também com os professores, e
considerei que é sempre veículo de comunicação, independentemente de ser usado
com fins colaborativos ou não.
Para a criação de recursos
utilizo uma multiplicidade de ferramentas, consoante os objetivos do trabalho a
realizar e o tipo de recurso pretendido. Inclui a título de exemplo algumas
ferramentas incluídas no Office 365 (por usar ferramentas Microsoft tanto em
ambiente de escola como no mPeL) como o Word, o Excel e o PowerPoint, e também
a ferramenta de apresentação Prezi e, por exemplo para a criação de mapas
conceptuais, o Canva. São apenas alguns exemplos de entre muitas que poderia
ter escolhido.
No âmbito da publicação (online)
dos produtos da minha aprendizagem tenho usado frequentemente o issuu e o
Blogger (no qual criei o blogue de curso, que serve de instrumento de registo e
reflexão acerca desta minha jornada de aprendizagem).
Como ferramentas de comunicação
optei por apresentar apenas as de caráter mais formal, como sejam o Gmail
(e-mail pessoal), Outlook (conta de estudante da Universidade Aberta e conta
profissional de docente) e o Moodle, como já referido. Acrescem a estas o
WhatsApp, para comunicação com colegas de trabalho, de curso e todas as outras
que constituem a minha rede de contactos.
Em termos de gestão da
aprendizagem e organização pessoal e profissional recorro às ferramentas da
Google e da Microsoft associadas às contas (pessoal, profissional e escolar) já
mencionadas e, muito frequentemente, ao OneNote, que me permite construir
portefólios onde agrego os assuntos que me interessam, para além de permitir o
trabalho colaborativo.
Uma vez que o meu PLE pretende
ser representativo da minha maneira de aprender, como refere Adell (2012), é
obrigatório referir que a internet está omnipresente em todas as suas dimensões
pois é ela que permite não só o acesso às ferramentas utilizadas, mas também é
a forma mais rápida e eficaz de aceder a fontes de informação e facilita o
contacto e a comunicação com as pessoas que fazem parte da minha rede de
contactos pessoais e profissionais, com as quais aprendo formal ou
informalmente.
Referências:
Adell,
Jordi (2010). Jordi’s Personal Learning Environment [Vídeo no Youtube]. Entrevista.
Disponível em PLE by Jordi Adell
Downes, Stephen (16-10-2005). e-Learning
2.0. eLearn Magazine. http://www.readability.com/articles/ienxzeck
Mota,
José (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do
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Novembro de 2009. http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/105/66
Peña-López, Ismael (2010) “Mapping the
PLE-sphere”. ICTlogy, #82, July 2010. http://ictlogy.net/review/?p=3437
Cenka et al (2022). Personal
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Attwell,
Graham. (2021). Personal Learning Environments: looking back and looking
forward. https://doi.org/10.13140/RG.2.2.18802.63684