sábado, 22 de julho de 2023

Design Educacional ou Design Instrucional?

 




No âmbito da Unidade Curricular de Processos Pedagógicos em eLearning pudemos participar, no dia 5 de julho, numa sessão online com as oradoras convidadas Paula Carolei, Carol Vieira e Manuela Francisco.

 

A sessão foi rica em partilha de experiências e reflexões relacionadas com metodologias de projetos criativos, as abordagens de design educativo e os papéis dos designers instrucionais e dos designers educacionais.

 

Foi muito interessante ficar a conhecer como decorreu o processo de criação e a evolução da Unidade de Ensino a Distância do Politécnico de Leiria, que teve início em 2007, com a oferta de cursos presenciais e em e-learning. Esta unidade designers instrucionais que, entre outras funções, selecionam recursos cientificamente validados para os professores utilizarem com os seus alunos, centrando-se na acessibilidade e na inclusão.

 

A designer instrucional Paola Carolei enfatizou a importância de os designers se centrarem cada vez mais nas atividades e estratégias a propor aos alunos em vez de se focarem na produção de materiais, e a professora Manuela Francisco destacou os desafios da Inteligência Artificial na educação e a importância da criatividade neste campo (do design de aprendizagem).

 

Foi por todas as oradoras destacada a constante mudança do perfil do designer instrucional e do designer educacional, que tem de se adaptar para atender às necessidades de diferentes ambientes de aprendizagem, como o mundo corporativo e o ensino superior.

 

O debate continuou acerca da evolução e dos desafios do design instrucional e educacional, enfatizando a importância da criatividade e da adaptabilidade para atender aos diversos perfis de alunos.

 


quinta-feira, 20 de julho de 2023

O design instrucional e o design educacional no eLearning

 

Texto baseado em:

Andrade, S. C. de, & Santos, M. de F. L. (2020). O design instrucional e o design educacional sob a ótica de uma educação progressista. Ensino em Foco, 3(8), 64-75.

 

Neste artigo são discutidas as semelhanças e diferenças entre o design instrucional e o design educacional, destacando as suas abordagens na educação, tendo em vista a formação de alunos críticos e reflexivos. Ambos os conceitos têm como pressuposto o uso de tecnologias digitais na educação, mas a sua ênfase e métodos são distintos.

 

O design instrucional centra-se mais na prática pedagógica, procurando desenvolver materiais e recursos que possibilitem uma aprendizagem eficiente usando as estratégias pedagógicas adequadas aos objetivos a atingir. As tecnologias digitais são fundamentais nesse processo, potencializando a eficácia do design instrucional e permitindo a criação de ambientes de aprendizagem atraentes e interativos.

 

Por outro lado, o design educacional tem uma vertente mais ampla que pode alargar-se às políticas educativas de toda uma instituição educativa, com vista à formação de alunos críticos e consciente, capazes de compreender e transformar o mundo em que vivem e aprendem.

 

A visão progressista da educação defendida neste artigo põe a tónica na formação de indivíduos capazes de compreender o contexto social, político e económico em que estão inseridos e tanto o design instrucional quanto o design educacional podem ser orientados por essa conceção pedagógica e se, utilizados para impulsionar a formação de alunos conscientes e críticos.

 

No contexto do eLearning, o design instrucional ganhou relevância no desenvolvimento de materiais e recursos para a aprendizagem, com foco na interação do aluno com o conteúdo e no feedback constante. A tecnologia é utilizada com o objetivo de proporcionar aos alunos um ensino online dinâmico e interativo.

 

Embora no artigo não se aborde a relação do design educacional com a pedagogia do eLearning, é possível inferir que a sua utilização possa também ser considerada importante neste contexto, ao garantir a adaptação das plataformas virtuais e dos ambientes virtuais de aprendizagem às diferentes realidades educacionais e contextos educativos.

 

Potencialidades do Learning Designer no design educacional

 

https://www.youtube.com/watch?v=S0edRboC9vI

 

A ferramenta "Learning Designer" é um recurso que pode contribuir para agilizar o trabalho do professor por incorporar vários componentes que facilitam o processo de design educacional. É concebida de forma a que a navegação seja fácil e intuitiva poupando tempo aos professores na planificação de experiências de aprendizagem eficazes para os seus alunos, orientando a sua ação para atingir os resultados de aprendizagem específicos pré-determinados.

 

Algumas caraterísticas da ferramenta "Learning Designer" e a sua utilização na Conceção Educativa:

 

Planeamento contextualizado: A própria ferramenta incentiva os professores a fornecerem contexto relevante, incluindo títulos, tópicos, descrições, objetivos, resultados esperados e número de alunos envolvidos. Ao favorecer a reflexão conjunta sobre todos estes aspetos, contribui para assegurar que as experiências de aprendizagem sejam adaptadas às necessidades específicas dos alunos.

 

Integração da Taxonomia de Bloom: A ferramenta permite aos educadores associar os resultados da aprendizagem à taxonomia de Bloom dos domínios de aprendizagem. Esta integração ajuda a conceber atividades que respondem a diferentes níveis cognitivos e promovem uma aprendizagem mais significativa e profunda.

 

Gestão do tempo: Ao permitir especificar a duração do tempo de aprendizagem e calcular o tempo utilizado para cada atividade, a ferramenta ajuda os professores a monitorizar este aspeto e a garantir que as atividades planeadas são adequadas ao tempo atribuído, evitando que se sobreplaneie e com isso se desmotivem os alunos.

 

Apoio a modalidades híbridas de aprendizagem: A ferramenta ajuda os professores a prever uma combinação de atividades em online com outras presenciais, assinalando o professor precisa de estar presente durante determinadas tarefas. Neste aspeto, facilita também a utilização de modelos de aprendizagem invertida, em que os alunos podem realizar algumas atividades online antes das aulas presenciais.

 

Diversidade de experiências de aprendizagem: Permite escolher de entre seis atividades de aprendizagem diferentes (ler, ver, ouvir, colaborar, discutir, investigar ou produzir) o que ajuda a diversificar experiências e a garantir que os alunos se envolvem com a aprendizagem.

 

Integração de recursos: Permite anexar ao plano de aula os recursos digitais que serão usados e sugestões de recursos relevantes para os estudantes, o que simplifica o trabalho dos professores e dos alunos.

 

Avaliação formativa: Incentiva a avaliação formativa através da utilização de atividades colaborativas e baseadas no debate, na partilha e na reflexão sobre o trabalho desenvolvido.

 

Integração da tecnologia: Promove a utilização da tecnologia sobretudo para atividades de cariz colaborativo online, contribuindo para melhorar a literacia digital dos alunos.

 

Facilidade de exportação e partilha: Os projetos podem ser convertidos em ficheiros Word ou partilhados através de URL com outros professores.


Mais informações sobre o Learning Designer aqui:

https://www.ucl.ac.uk/learning-designer/guide/

https://oro.open.ac.uk/38314/



quarta-feira, 19 de julho de 2023

Padlet – Design Instrucional

 

https://padlet.com/designinstrucional/design-instrucional-grupo-a-uc-processos-pedag-gicos-em-elea-oxdd531vatc0lcti

 

Neste Padlet, criado pelo grupo de trabalho acerca do design instrucional podemos encontrar uma coleção de recursos que podemos explorar para aprender um pouco mais sobre este tema. Encontra-se organizadosobre design instrucional para e-learning. Inclui artigos, vídeos e apresentações sobre tópicos como a avaliação das necessidades, objectivos de aprendizagem e avaliação. O Padlet está organizado em quatro secções:

 

    Introdução ao Design Instrucional

    Princípios de Design Instrucional

    Ferramentas e recursos para o design instrucional

    Experiências

 

Pela forma como está estruturado, este Padlet pode ser explorado por qualquer pessoa interessada em aprender mais sobre o design instrucional para e-learning, fornecendo recursos que permitem aprofundar o tema à medida dos  conhecimentos prévios de cada um pois apresenta uma visão global do assunto e inclui uma variedade de recursos para aprofundar cada um dos tópicos separadamente.

 

Destaco os componentes específicos que eu considerei mais interessantes:

 

    - O que é o design instrucional? – permite uma compreensão imediata, através de uma visão clara e concisa do tema.

    - The ADDIE Model - útil para visualizar o seu processo de design instrucional.

    - Designing an e-Learning Course on Digital Literacy - exemplo de como o design instrucional pode ser utilizado para criar cursos de e-learning eficazes.

 

Padlet – Design Educacional e de Aprendizagem

 

https://padlet.com/leilaadrianoostoyke/design-educacional-e-de-aprendizagem-fgj8xk1og3g1syg7

 

Neste Padlet, criado pelo meu grupo de trabalho acerca do design educacional, pretendemos fornecer uma panóplia de recursos incluindo artigos, vídeos e apresentações sobre tópicos como o design de aprendizagem centrada no aluno, a aprendizagem ativa e a avaliação neste contexto educativo.

 

O Padlet aborda 4 tópicos:

 

    Introdução ao design educacional

    Princípios do design educacional

    Ferramentas e recursos para o design educacional

    Casos de estudo em design educacional

 

Destaco os seguintes recursos:


    - "What is Educational Design?" (O que é o design educacional?) consiste numa abordagem clara e concisa do tema.


    - "The Principles of Educational Design" - visão mais aprofundada dos princípios fundamentais do design educativo.


    - "The Learning Design Canvas" - uma ferramenta útil para desenhar projetos de aprendizagem.


    - "Designing a Gamified Learning Experience" - exemplifica como o design educacional pode ser utilizado para criar experiências de aprendizagem envolventes e eficazes.


terça-feira, 18 de julho de 2023

A IMPORTÂNCIA DO DESIGN EDUCACIONAL NA PRODUÇÃO DE RECURSOS DIDÁTICOS

 

A IMPORTÂNCIA DO DESIGN EDUCACIONAL NA PRODUÇÃO DE RECURSOS DIDÁTICOS

 

Neste vídeo a professora Andrea Filantro discute a importância do design educacional na produção de recursos didáticos em contexto de educação digital, apresentando várias ideias inovadoras:

 

Aprendizagem orientada para o futuro: Sendo amplamente reconhecida a natureza volátil do conhecimento que temos acerca das competências para o século XXI, há um consenso sobre a necessidade de promoção de modalidades de aprendizagem ao longo da vida, que exigem novas formas de aprendizagem enriquecidas através de tecnologias, meios de comunicação baseados na internet e experiências imersivas.

 

Sinergia entre a conceção e a instrução: Tem de ser existir sinergia entre a conceção da instrução e a conceção da experiência de aprendizagem, cuja integração contribui para a implementação eficaz de metodologias inovadoras.

 

Competências para o futuro: Há que apostar no desenvolvimento de competências essenciais, como a colaboração, a resolução de problemas, a liderança, o pensamento crítico e criativo, a adaptabilidade e a resiliência, que são cruciais para os estudantes de qualquer idade se adaptarem a um mundo constantemente em mudança.

 

Metodologias ativas: Embora a aprendizagem ativa seja privilegiada, é sugerida a exploração conjunta com outras metodologias e abordagens pedagógicas adequadas a diferentes contextos educativos, como o ensino superior, a formação profissional, a formação empresarial e os ensinos básico e secundário.

 

Aprendizagem adaptativa: A análise da aprendizagem e os sistemas de aprendizagem adaptativa são apresentados como ferramentas que aproveitam os dados das interações dos alunos para melhorar a experiência de aprendizagem e apoiar percursos de aprendizagem personalizados.

 

Design centrado nos alunos: As experiências educativas devem girar em torno das capacidades, preferências e limitações dos alunos, reconhecendo a importância do design centrado no ser humano.

 

Integração do design, do marketing e da tecnologia: A integração destes conjuntos de competências pode promover a inovação na educação.

 

Desafios na investigação académica: A falta de ambientes de apoio e de oportunidades para a investigação em design educativo é identificada como um desafio para os investigadores académicos, especialmente em instituições públicas.

 

Abordagens Didácticas Multisensoriais: O design educacional deve procurar envolver os alunos através dos seus sentidos, promovendo uma experiência de aprendizagem mais profunda e eficaz.

 

De um modo geral, o design educacional pressupõe uma abordagem holística e centrada no aluno, combinando metodologias inovadoras, tecnologias e o foco nas capacidades e nas necessidades dos estudantes.

DESIGN DE RECURSOS SEGUINDO OS PRINCÍPIOS DO DESIGN EDUCACIONAL - III

 

A conceção de recursos segundo o design educacional visa criar materiais de aprendizagem eficazes e cativantes que estejam em consonância com os objetivos de aprendizagem, se adequem à diversidade de estudantes e proporcionem experiências de aprendizagem significativas.

 

Especificidades do design de recursos seguindo os princípios do design educacional:

 

    Alinhamento com os objetivos de aprendizagem: A criação dos recursos de aprendizagem deve estar alinhada com os resultados de aprendizagem que se pretendem alcançar. Os recursos devem promover a compreensão e o reforço dos principais conhecimentos, conceitos e competências que se espera que os alunos adquiram, desenvolvam ou aprofundem.

 

    Acessibilidade e facilidade de utilização: Os recursos de aprendizagem devem ser acessíveis a todos os estudantes, tendo a sua conceção de considerar fatores como a legibilidade, a clareza de discurso, a adequação da linguagem e terminologia utilizadas, e outros que seja pertinente em função da personalização da experiência de aprendizagem. Tendo princípios que privilegiam a inclusão, a criação de recursos de aprendizagem seguindo o design educacional determina que estes sejam concebidos de forma a serem fáceis de utilizar, com instruções claras e uma navegação intuitiva.

 

    Envolvimento e interatividade: Os recursos de aprendizagem só são eficazes se forem concebidos para envolver os alunos e promover a aprendizagem ativa. Para tal, podem incluir elementos interativos (como questionários ou simulações) e, tanto quanto possível, incluir oportunidades para os alunos aplicarem os conhecimentos e competências em contextos realistas, que permitam a transposição das aprendizagens realizadas para a aplicação a situações do mundo real.

 

    Conceção visual e estética: O aspeto visual dos recursos didáticos é fundamental na captação da atenção dos alunos e pode contribuir de modo crucial para a facilidade de compreensão por parte destes. Assim, no design dos recursos educativos deve ser dada especial atenção à disposição dos elementos, ao aspeto gráfico das várias componentes visuais, aos esquemas de cores e aos elementos multimédia, de modo que a experiência de aprendizagem seja facilitada através da presença destes recursos visualmente apelativos e cativantes.

 

    Integração de multimédia: Dependendo do contexto de aprendizagem e dos objetivos estabelecidos, os recursos educativos podem incorporar componentes multimédia, como por exemplo imagens, clips áudio, animações e vídeos, para contribuam para enriquecer a experiência de aprendizagem. A seleção e a integração destas componentes multimédia deve ser criteriosa e garantir que estes promovem a consecução dos objetivos de aprendizagem previamente determinados.

 

    Adaptabilidade e flexibilidade: Os recursos educativos devem ser concebidos tendo em vista a possibilidade de personalização da experiência de aprendizagem, adaptando-se a diferentes estilos, preferências e necessidades específicas dos estudantes, e permitindo que estes explorem os conteúdos de diferentes formas e ao seu próprio ritmo.

 

    Avaliação e feedback: Os recursos de aprendizagem devem proporcionar oportunidades para os alunos se autoavaliarem e também para receberem feedback sobre o seu progresso e desempenho. Isto pode ser feito através de atividades de autoavaliação intermédias (acompanhadas ou não de rubricas), avaliações formativas ou outros mecanismos de feedback integrados nos próprios recursos.

DESIGN DE RECURSOS SEGUINDO OS PRINCÍPIOS DO DESIGN EDUCACIONAL - II

 

O design de recursos em contexto de design educacional foca o processo de criação e desenvolvimento de recursos de aprendizagem que suportem os objetivos de aprendizagem previamente estabelecidos e contribuam para melhorar e facilitar a experiência global de aprendizagem.

 

Os recursos podem ser livros (em formato tradicional ou e-books), livretos digitais, apresentações multimédia, cursos os módulos de cursos online, atividades interativas em diversos formatos, etc.

 

Especificidades do design de recursos seguindo os princípios do design educacional:

Alinhamento com os objetivos de aprendizagem

Acessibilidade e facilidade de utilização

Envolvimento e interatividade

Conceção visual e estética

Integração de multimédia

Adaptabilidade e flexibilidade

Avaliação e feedback

DESIGN DE RECURSOS SEGUINDO OS PRINCÍPIOS DO DESIGN EDUCACIONAL

 No âmbito do trabalho coletivo acerca do Design Educacional, foi elaborado o seguinte infográfico que resume os cuidados a ter no design de recursos:






segunda-feira, 17 de julho de 2023

Design Educacional vs Design Instrucional

 


 

Depois da análise introdutória, passámos à comparação entre o Design Educacional e o Design Instrucional. A turma foi dividida em 2 grupos:

Grupo A - Design Instrucional

Grupo B - Design Educacional /Design da Aprendizagem

 

Cada equipa pesquisou e selecionou recursos procurando enquadrá-los nos seguintes tópicos:

1) Questões Conceptuais

2) Metodologia de Design

3) Design de Atividades

4) Design de Recursos

5)  Relatos de Experiências (foi indicado um link para testagem de um curso)

 

Cada equipa produziu um Padlet, tendo sido publicado o seu link e todos tiveram a oportunidade de comentar os trabalhos uns dos outros.

 

Padlet do Grupo B:

 

Design Educacional e de Aprendizagem

 

 

 

Padlet do Grupo A:

 

Design Instrucional - Grupo A |  UC Processos Pedagógicos em eLearning (mPeL)

 

What is Instructional Design

 

O post seguinte baseia-se na análise crítica de:

 

Instructional Design Australia. (2023, março 8). What is Instructional Design? Acedido em 25.07.23, através de:

https://instructionaldesign.com.au/what-is-instructional-design/

 

A referida publicação apresenta uma breve descrição do processo de conceção pedagógica no âmbito do design instrucional, definindo-a como "o processo de aplicação da nossa compreensão de como as pessoas aprendem para orientar as nossas decisões de estratégias e sequências pedagógicas para satisfazer as necessidades de aprendizagem".

Aborda as fases da conceção pedagógica, incluindo a análise das necessidades, a definição de objetivos, o desenvolvimento de conteúdos e a avaliação. O documento também destaca a importância da utilização de teorias de aprendizagem de adultos na conceção de instruções.

 

"Instructional design is the process of using our knowledge of how people learn to guide our choices of instructional sequences and strategies to meet the needs of the learners and desired learning outcomes." (Instructional Design Australia, 2023)

 

De um modo geral, a publicação revela uma visão abrangente do que é o design instrucional e explica, de forma clara e concisa as suas fases. O documento também destaca a importância da utilização de teorias de aprendizagem e os materiais pedagógicos adequados e consonantes com a faixa etária a que se destinam.

Design instrucional e educacional: dimensões pedagógicas

 

O post seguinte baseia-se na análise crítica de:

 

UNIVESP. (2021, June 16). Design Educacional - Design instrucional e educacional: dimensões pedagógicas [Video]. YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=gmkd3wTVT04

 

O vídeo começa por discutir qual o papel de um Designer Educacional, que envolve a tarefa principal de estabelecer uma relação entre o currículo que se quer trabalhar e os materiais pedagógicos que serão necessários para atingir os objetivos, sublinhando-se aqui a importância de alinhar a perspetiva pedagógica com o currículo. O processo é abrangente e implica uma análise do público-alvo, dos seus objetivos de aprendizagem, dos fatores contextuais e das possibilidades disponíveis.

O modelo descrito no video compreende cinco fases: análise, conceção, desenvolvimento, implementação e avaliação; permitindo uma abordagem sistemática e eficaz para a criação de cursos de formação. É importante salientar que estas fases não são estanques havendo uma interdependência entre elas que pressupões ciclos iterativos de melhoria e aperfeiçoamento dos seus materiais e estratégias. Esta abordagem progressiva garante um resultado final coerente e bem elaborado.

Em conclusão, este vídeo constitui uma referência importante acerca das dimensões pedagógicas inerentes ao design educacional, salientando a importância da integração de diferentes perspetivas pedagógicas e de design que permitam aos professores criar experiências de aprendizagem envolventes e eficazes para os seus alunos.

The 7Cs of Learning Design

 


O post seguinte baseia-se na análise crítica de:

 

Conole, G. (2014). The 7Cs of Learning Design – a new approach to rethinking design practice. In S. Bayne, C. Jones, M. de Laat, T. Ryberg, & C. Sinclair (Eds.), Proceedings of the 9th International Conference on Networked Learning 2014 (pp. 501 - 509).

 

Neste trabalho, o autor Gráinne Conole, reflete sobre o ensino e a tecnologia, começando por analisar o estado atual da educação a distância e estabelecendo orientações que podem servir de guia para a conceção de cursos online que promovam a eficácia das aprendizagens.

O artigo apresenta os 7Cs do Learning Design (Conceptualizar, Capturar, Criar, Comunicar, Colaborar, Considerar e Consolidar) para apoiar a conceção e a disponibilização de ambientes de aprendizagem em linha. O artigo baseia-se numa revisão de literatura para fundamentar as suas recomendações e a sua relevância para o nosso estudo prende-se com o facto de fornecer um conjunto detalhado de recomendações para o ensino em linha numa altura em que o ensino a distância é cada vez mais frequente. Para além disso, fornece indicações e conselhos práticos, o que o torna um contributo fundamental para a base de conhecimentos desta UC.

Desenho da aprendizagem online

 

O desenho da aprendizagem, também conhecido como learning design, é uma área crucial no eLearning. Nesta temática procuraremos mobilizar as aprendizagens realizadas nas anteriores, desta e de outras unidades curriculares, aprofundando os nossos conhecimentos ao mesmo tempo que procuramos integrá-los na criação de experiências de aprendizagem significativas e impactantes em ambientes online, que sejam eficazes em diferentes contextos de educação a distância e em modalidades híbridas de ensino.

 

Durante a exploração desta temática foram analisados alguns recursos que irei apresentar de forma resumida nos próximos posts.

domingo, 16 de julho de 2023

Chatbots na educação matemática

 Na sequência do trabalho que temos vindo a realizar, e enquanto professora de matemática do 3.º ciclo do ensino básico, considero importante refletir sobre a forma como uso de chatbots pode contribuir para enriquecer a experiência dos alunos e facilitar a aprendizagem da matemática.

Nesta disciplina em específico, considero que são de destacar as seguintes potencialidades dos chatbots:

- ajudam a personalizar as experiências de aprendizagem dos alunos, ao avaliar rapidamente os seus sucessos e as suas dificuldades e ajustando o grau de dificuldade e os temas propostos em função dos seus pontos fortes e das suas limitações.

- podem orientar os alunos pelas etapas de resolução de um problema, questionando-os e fornecendo feedback à medida que avançam no processo, promovendo o desenvolvimento da sua autoconfiança.

- podem dar feedback instantâneo, ajudando os alunos a identificar e corrigir os seus erros rapidamente, bem como a perceber quando necessitam de apoio adicional e personalizado do professor.

- estão permanentemente disponíveis o que se torna bastante útil no caso de esclarecimento de dúvidas simples que podem surgir quando o estudante realizar trabalhos de consolidação dentro da flexibilidade que lhe é permitida fora do horário escolar.

- podem, pela sua interatividade, motivar os alunos para a aprendizagem da matemática. Para além disso, podem ser enriquecidos com componentes de gamificação, que tornem a aprendizagem da disciplina mais cativante.

Chatbots na educação

 O post seguinte baseia-se na análise crítica de:

 

Larisane Kuyven, N., André Antunes, C., João de Barros Vanzin, V., Luis Tavares da Silva, J., Loureiro Krassmann, A., & Margarida Rockenbach Tarouco, L. (2018). Chatbots na educação: uma Revisão Sistemática da Literatura. Revista Novas Tecnologias Na Educação, 16(1). https://doi.org/10.22456/1679-1916.86019

 

Este artigo constitui uma revisão apresenta uma revisão sistemática de literatura sobre a utilização de chatbots na educação, baseada em 27 artigos publicados em revistas, e atas de conferências (entre 2010 e 2017).

Os investigadores concluíram que a maioria dos chatbots na educação é utilizada para: fornecer informações e responder a perguntas; facilitar atividades de aprendizagem; incentivar o envolvimento dos alunos; avaliar as aprendizagens. Pensando em áreas temáticas, os chatbots são mais frequentemente utilizados no ensino de Informática, Matemática, Inglês e Ciências.

De um modo geral, os investigadores reconhecem o potencial dos chatbots para se constituírem como ferramenta poderosa a utilizar em educação, mas consideram que é necessária mais investigação neste âmbito de forma a perceber como se pode melhorar a sua eficácia.

"The use of chatbots in education has the potential to revolutionize the way we learn. Chatbots can provide personalized instruction, answer questions in real time, and track student progress. They can also be used to create engaging and interactive learning experiences." (p. 3)

Este trabalho é muito interessante no âmbito da aprendizagem que estamos a realizar acerca do papel do professor online num ambiente de ensino à distância porque fornece informações e ideias inovadoras acerca da forma como os chatbots podem ser utilizados para apoiar a aprendizagem dos alunos, fornecendo instruções personalizadas, respondendo a perguntas em tempo real e monitorizando o progresso dos alunos, facultando feedback automático. Este acompanhamento pode ajudar a libertar os professores de tarefas que exigem menos criatividade e permitir-lhes concentrarem-se em tarefas que requerem um conhecimento especializado. Para além das vantagens referidas, ao contribuírem para criar experiências de aprendizagem mais interativas, os chatbots ajudam também a aumentar a motivação dos estudantes.

Penso que este documento é bastante esclarecedor no que se refere à utilização de chatbots na educação, permitindo alcançar uma visão abrangente da investigação sobre este tópico e identificar de imediato os principais desafios e oportunidades associados à utilização de chatbots no ensino-aprendizagem.

Uso de ChatBots em Educação - II

  

Na sequência da apresentação referida no post anterior, foi-nos solicitado que explorássemos a plataformas SmartLearning e experimentássemos interagir com o IDEASbot no âmbito da experiência de aprendizagem em um ou mais cursos nela disponibilizados.

A reflexão que se segue baseou-se nessa minha exploração autónoma da plataforma, dos cursos e da interação com o chatbot.

 

A utilização do IDEASbot é simples e intuitiva e a sua integração na plataforma torna mais fácil a sua utilização, libertando o utilizador do mesmo de “errar”. Ao permitir ao aluno esclarecer dúvidas de forma rápida sem depender da intervenção direta de um professor, contribui para o desenvolvimento da autonomia dos estudantes, ao mesmo tempo que aumenta o seu grau de confiança na exploração autónoma dos recursos.

Ao progredir na utilização da plataforma dá para perceber o contributo do chatbot na personalização da educação, à medida que vamos sendo orientados para os módulos mais relevantes de acordo com as preferências que a nossa experiência na plataforma permite perceber.

Apesar de muitas capacidades, este bot apresenta ainda bastantes limitações, sendo necessário compreender algo sobre o assunto que se quer ver esclarecido para se conseguir fornecer as instruções de forma clara que permita obter uma resposta adequada. Se a nossa questão for colocada de forma vaga e genérica, a resposta é também genérica; se for contextualizada, o bot é capaz de fornecer respostas adequadas e personalizadas. Não me foi possível perceber uma evolução em termos de utilização no sentido de ver se o chatbot aprende com a interação com os humanos e melhora as suas respostas a partir dela, mas ainda assim, é um grande auxiliar, pra o professor e para o aluno.

 

Pensando em termos de impacto desta e de outras experiências semelhantes, considero importante que se esclareça que um chatbot não visa substituir o professor, mas sim complementar o seu trabalho e desempenhar tarefas menos criativas, libertando o professor humano para o desempenho de outras tarefas. Considero que continuam a ser os professores humanos os que melhor conseguem compreender e atender às necessidades únicas de cada aluno, ajudando à construção de significados, ao relacionamento de conceitos abstratos e à promoção do pensamento criativo e da resolução de problemas, competências fundamentais aos estudantes de qualquer idade, ao longo de toda a sua vida.

 

Recursos relacionados:

https://platform.smartlearning.dk/

https://www.ideas4teachers.org/?f4ArtPreneurbclid=IwAR1gRKMOCEIt7nyF-fIXNYp-py0ExgSiYea6dJfLwXU0ijqAvS4o6M8t7cs

http://www.ideas-bot.com/

 

Reflexão sobre o Processo de Aprendizagem em Processos Pedagógicos em eLearning

  Ao longo da unidade curricular "Processos Pedagógicos em eLearning", pude explorar uma variedade de tópicos e conceitos relacion...